Tenho convivido com muitos amigos que estão na fase de estudar para o vestibular e, quando tenho o prazer de conversar com eles, é inevitável não dar uma de tia velha e abraçar a nostalgia dos tempos de cursinho.
Naquela época - nossa, até parece que faz tanto tempo assim! -, eu enfrentava a questão "que curso eu vou fazer?", tão típica dos vestibulandos e, lembro-me, sempre rindo, que pairava no ar a dúvida "veterinária ou medicina?", quando surgiu a firme decisão: "eu vou fazer Direito!".
E, quem diria? Pouco mais de 5 anos depois, cá estou eu, formada, apaixonada pela área que escolhi.
Quando olho para trás, fico realmente muito grata a Deus pelo grande crescimento que tive, e tenho a certeza de que há ainda muito mais a se desenvolver. Essa consciência deixa-me verdadeiramente animada, e me impele a continuar prosseguindo e superando meus limites.
Escolher uma profissão que seja de meio e não de fim pode ser um pouco complicado algumas vezes. Passei por situações realmente interessantes ao atender alguns clientes, aliás, por que a maioria deles insiste em perguntar se eu garanto que o caso deles está ganho? rs
E é aí que se encaixa a questão da ética na advocacia. Ocorre que a exigência pelo resultado algumas vezes é tão intensa que parece ser incabível a viabilização da justiça, como preconizam as lições doutrinárias.
Já enfrentei casos onde minha ética foi posta à prova e, podem me interpretar como iludida ou tola, mas eu ainda creio que o advogado deve primar pela aplicação da justiça, lidando com as leis a fim de alinhar o caso ao que é mais justo. É fato que o conceito de justiça é muito amplo e também pessoal, mas também é notório que há uma ideia geral do que é justo e do que é injusto.
Assim, essa advogada recém-formada que vos escreve, pensa que ser fiel à ética e à moral não é ato de fracos ou desprovidos de "esperteza" ou inteligência mas, pelo contrário, é demonstrativo de que se está diposto a travar lutas contra rótulos e expectativas deturpadas da profissão, a fim de manter a honra e demonstrar que é sim possível atuar com firmeza de caráter e ética profissional no exercício de advocacia.
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